segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Uma menina chamada Ataleia


Ataleia está prestes a completar 68 anos. Para uma cidade, ela está na fase de menina. E o que se pensa a respeito das meninas? São vivazes, espertas e sonhadoras. Seu nascimento foi embalado pelo sonho de famílias de se enriquecerem com as pedras preciosas. Meu avô foi um desses SONHADORES, mas seu sonho não se limitava em fazer fortuna com garimpo, com um olhar de um visionário, ele enxergava aqui uma cidade .
No ano de 1943, aqui se tornou uma cidade através de um Decreto- Lei , já não era um povoado. Santa Cruz do Norte passa a se chamar Ataléia . Definição para o significado desse nome temos duas: Ataléia, uma variante de Atalaia, significa posto de vigilância, sentinela, guarda, torre de vigia. Assim, com a elevação do povoado de Santa Cruz do Norte à condição de município, em 1943, o nome da localidade foi mudado para Ataléia, pois a nova cidade serviria, na época, como ponto estratégico contra investidas do governo capixaba, exatamente num período em que Minas Gerais e Espírito Santo travavam uma disputa territorial nesta região de divisa entre os dois Estados. Ataléia, então, fazia parte da extensão territorial conhecida como Zona Litigiosa ou Zona Contestada.
Essa jovem adolescente assistiu a um período crítico da história da humanidade, a segunda guerra mundial. Viu o Brasil vibrar com a esperança de se desenvolver 50 anos em 05, mas perplexa se calou aos horrores da ditadura militar. Os jovens dessa cidadezinha nos anos 70 com cabelos longos , calças boca de sino e roupas extremante chamativas, contestava os militares, assim como outros jovens no mundo. Como nem tudo é tristeza, saiu da sua garganta um grito de vitória pelo Tricampeonato mundial, a taça do mundo é nossa... Experimentou as delícias que a palavra liberdade proporciona, quando viu quebrar os podres poderes, e uma nova ordem se estabelecia : DEMOCRACIA `A VISTA! Escolheu quem quis colocar no Planalto, assim como quem deveria tirar, a exemplo disso, foi o impeachment . Aguardou ansiosamente a chegada de um novo milênio e chegou a segunda década com força e vitalidade.
Essa cidade é a minha cidade. Aqui nasci, cresci brincando nos quintais decorados de mangueiras, laranjeiras e tantas frutas que eram tentações pra qualquer criança. Deu-me um esposo e me presenteou com a oportunidade de criar meus filhos aninhados nos braços acolhedores de uma terra que sempre será mãe.
Sinto-me feliz de ser filha desta terra. Muitos outros capítulos da história nossa cidade vivenciará. E quanto a sua história Ataléia , quero ajudar a escrevê-la.
Parabéns !!!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Grávida!


Grávida!

Foram mais de 60 dias, esse foi meu período de gestação. Foi assim que me senti, grávida! A gravidez, chama-se ESTADO DE GRAÇA. Será por que as grávidas estão sempre a rir? Ou por que andam sobre nuvens com ar de postal? Ou por que há uma intensa curiosidade que faz com que imagine de mil maneiras aquele filhotinho que traz no ventre? No meu caso, a filha e já tinha nome: REVISTA LITERARIA A PALAVRA.
Ao aproximar os dias do lançamento da Revista não me continha de curiosidade e apreensão, pois o resultado final fica sempre a cargo da mãe.
Na véspera, houve um contratempo, isso me perturbou muito, ansiava demais por vê-la. Mas o grande encontro da filha com a mãe só se deu no dia seguinte, no dia exato do lançamento, que emoção! Ah, que delicioso instante foi aquele, tê-la em minhas mãos, tocá-la, cheirá-la, era tudo que precisava. O período que antecede a chegada do bebê ao mundo, é muito sofredor, tanto para mãe, quanto pra criança. Sofri, antes de estar com ela entre os dedos, mas agora, que maravilha, era só ALEGRIA!!!
Valeu a pena, a Revista agora deixa de ser projeto, ganhou forma, nome e RESPEITO. A metáfora utilizada, só foi uma maneiro de incitar a você a imaginar o quanto foi importante pra mim a concretização deste projeto. Foi muito bom, e faria novamente, só para ver o brilho dos olhos de nossos alunos; o largo sorriso dos pais e o orgulho estampado em nossa equipe.
O poetinha já dizia: Filhos...Filhos? Melhor não tê-los! / Mas se não os temos / Como sabê-lo? (...) Porém, que coisa / Que coisa louca / Que coisa linda / Que os filhos são!
Quem não se arriscou por medo e covardia de por a mão na massa, pode até não ter sofrido, mas não se deliciou com o resultado final: foi lindo !!
Agradeço a DEUS pela força e fé; aos nossos alunos e familiares, pelo apoio; aos nossos colegas que colaboraram no projeto; aos nossos patrocinadores e Dr Geraldo, que sempre nos apoiam; a nossa diretora CRISTIANI, que acreditou, apostando no sucesso do evento e aos meus amigos e irmão Lucas, que ajudaram de alguma maneira no nascimento desse “ FILHO”. A todos, o meu especial : MUITO OBRIGADA!!!!