segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Uma menina chamada Ataleia


Ataleia está prestes a completar 68 anos. Para uma cidade, ela está na fase de menina. E o que se pensa a respeito das meninas? São vivazes, espertas e sonhadoras. Seu nascimento foi embalado pelo sonho de famílias de se enriquecerem com as pedras preciosas. Meu avô foi um desses SONHADORES, mas seu sonho não se limitava em fazer fortuna com garimpo, com um olhar de um visionário, ele enxergava aqui uma cidade .
No ano de 1943, aqui se tornou uma cidade através de um Decreto- Lei , já não era um povoado. Santa Cruz do Norte passa a se chamar Ataléia . Definição para o significado desse nome temos duas: Ataléia, uma variante de Atalaia, significa posto de vigilância, sentinela, guarda, torre de vigia. Assim, com a elevação do povoado de Santa Cruz do Norte à condição de município, em 1943, o nome da localidade foi mudado para Ataléia, pois a nova cidade serviria, na época, como ponto estratégico contra investidas do governo capixaba, exatamente num período em que Minas Gerais e Espírito Santo travavam uma disputa territorial nesta região de divisa entre os dois Estados. Ataléia, então, fazia parte da extensão territorial conhecida como Zona Litigiosa ou Zona Contestada.
Essa jovem adolescente assistiu a um período crítico da história da humanidade, a segunda guerra mundial. Viu o Brasil vibrar com a esperança de se desenvolver 50 anos em 05, mas perplexa se calou aos horrores da ditadura militar. Os jovens dessa cidadezinha nos anos 70 com cabelos longos , calças boca de sino e roupas extremante chamativas, contestava os militares, assim como outros jovens no mundo. Como nem tudo é tristeza, saiu da sua garganta um grito de vitória pelo Tricampeonato mundial, a taça do mundo é nossa... Experimentou as delícias que a palavra liberdade proporciona, quando viu quebrar os podres poderes, e uma nova ordem se estabelecia : DEMOCRACIA `A VISTA! Escolheu quem quis colocar no Planalto, assim como quem deveria tirar, a exemplo disso, foi o impeachment . Aguardou ansiosamente a chegada de um novo milênio e chegou a segunda década com força e vitalidade.
Essa cidade é a minha cidade. Aqui nasci, cresci brincando nos quintais decorados de mangueiras, laranjeiras e tantas frutas que eram tentações pra qualquer criança. Deu-me um esposo e me presenteou com a oportunidade de criar meus filhos aninhados nos braços acolhedores de uma terra que sempre será mãe.
Sinto-me feliz de ser filha desta terra. Muitos outros capítulos da história nossa cidade vivenciará. E quanto a sua história Ataléia , quero ajudar a escrevê-la.
Parabéns !!!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Grávida!


Grávida!

Foram mais de 60 dias, esse foi meu período de gestação. Foi assim que me senti, grávida! A gravidez, chama-se ESTADO DE GRAÇA. Será por que as grávidas estão sempre a rir? Ou por que andam sobre nuvens com ar de postal? Ou por que há uma intensa curiosidade que faz com que imagine de mil maneiras aquele filhotinho que traz no ventre? No meu caso, a filha e já tinha nome: REVISTA LITERARIA A PALAVRA.
Ao aproximar os dias do lançamento da Revista não me continha de curiosidade e apreensão, pois o resultado final fica sempre a cargo da mãe.
Na véspera, houve um contratempo, isso me perturbou muito, ansiava demais por vê-la. Mas o grande encontro da filha com a mãe só se deu no dia seguinte, no dia exato do lançamento, que emoção! Ah, que delicioso instante foi aquele, tê-la em minhas mãos, tocá-la, cheirá-la, era tudo que precisava. O período que antecede a chegada do bebê ao mundo, é muito sofredor, tanto para mãe, quanto pra criança. Sofri, antes de estar com ela entre os dedos, mas agora, que maravilha, era só ALEGRIA!!!
Valeu a pena, a Revista agora deixa de ser projeto, ganhou forma, nome e RESPEITO. A metáfora utilizada, só foi uma maneiro de incitar a você a imaginar o quanto foi importante pra mim a concretização deste projeto. Foi muito bom, e faria novamente, só para ver o brilho dos olhos de nossos alunos; o largo sorriso dos pais e o orgulho estampado em nossa equipe.
O poetinha já dizia: Filhos...Filhos? Melhor não tê-los! / Mas se não os temos / Como sabê-lo? (...) Porém, que coisa / Que coisa louca / Que coisa linda / Que os filhos são!
Quem não se arriscou por medo e covardia de por a mão na massa, pode até não ter sofrido, mas não se deliciou com o resultado final: foi lindo !!
Agradeço a DEUS pela força e fé; aos nossos alunos e familiares, pelo apoio; aos nossos colegas que colaboraram no projeto; aos nossos patrocinadores e Dr Geraldo, que sempre nos apoiam; a nossa diretora CRISTIANI, que acreditou, apostando no sucesso do evento e aos meus amigos e irmão Lucas, que ajudaram de alguma maneira no nascimento desse “ FILHO”. A todos, o meu especial : MUITO OBRIGADA!!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

REFLEXOES SOBRE A PALAVRA


O Ser Humano é o único ser vivo no planeta Terra que utiliza a palavra como meio de comunicação intrapessoal (consigo mesmo) e interpessoal (com o outro). A palavra é um símbolo que expressa uma ideia, e está intrinsicamente relacionada com nossa mente.
A palavra, que é tão simples e natural, responsabiliza pela convivência humana.
As palavras, usadas de forma sábia, edificam relações, mas de forma imprudente, podem oprimir, entristecer, fazer morrer.
Num texto da escritora Lya Luft, entre outras coisas, afirma que a palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra, liquidamos negócios, amores.
Quantos pais amaldiçoam seus filhos com palavras: você não vale nada... você não deveria ter nascido... você não será nada na vida...
As palavras devem ser usados para a bendição . bendiz a sua casa, bendiz a sua família, bendiz a sua escola; bendiz seus amigos; bendiz a sua vida...
Tudo depende da escolha da palavra. Há um ditado popular que diz que a palavra é como uma flecha, uma vez lançada, nunca mais volta ao arco.
E se é a língua o órgão responsável pela fala, então, a fábula de ESOPO vem a calhar, já que uma pessoa pode, com uma única palavra trazer a morte ou deixar viver; condenar ou absolver; magoar ou alegrar; edificar ou destruir.
Portanto, a Revista Literária com esse nome vem nos sugerir, que temos o poder em nossas palavras, pois elas são a cristalização de nossos pensamentos.
Quando falamos ou escrevemos, utilizamos a palavra como matéria prima, ela deve ser a mais pura, a mais bonita, a mais bondosa, a mais justa.
Cerquemo-nos de boas palavras na construção do amanhã que chegou hoje cedo em nossa porta.
Um beijão a todos
Obs:
Caros alunos,
Estou amando ver vocês se amarrarem nas palavra!

sábado, 19 de novembro de 2011

A PALAVRA

A PALAVRA
Tenho passado horas em frente a um computador, nunca pensei que me entreteria tanto desse modo. Estou amando. Fico horas lendo, corrigindo, sugerindo textos dos meus alunos.
Sinto-me demasiadamente lisonjeada por ler em primeira mão textos belíssimos, que por hora não poderei divulgá-los, mas olhe, logo teremos o lançamento da Revista literária que se batizará de “A PALAVRA”.Por que desse ’título? Bem, vou ilustrar com uma história muito interessante. Você gosta de história, claro, pois se assim não fosse, qual o motivo de até então está lendo este blog?
Vamos lá! Gosta de fábulas, já ouviu falar em Esopo? Hora de conhecer:
Fabulista grego do século VI a.C.. O local de seu nascimento é incerto. Eventualmente morreu em Delfos. Na verdade, todos os dados referentes a Esopo são discutíveis e trata-se mais de um personagem lendário do que histórico.
A única certeza é que as fábulas a ele atribuídas foram reunidas pela primeira vez por Demétrio de Falero, em 325 a.C..
Esopo teria sido escravo, que foi libertado pelo seu dono, que ficou encantado com suas fábulas. Ao que tudo indica, viajou pelo mundo antigo e conheceu o Egito, a Babilónia e o Oriente. Concretamente, não há indícios seguros de que tenha escrito qualquer coisa.
Entretanto, foi-lhe atribuído um conjunto de pequenas histórias, de carácter moral e alegórico, cujos papéis principais eram desenvolvidos por animais. Na Atenas do século V a.C., essas fábulas eram conhecidas e apreciadas.
As fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal.
Assim como Homero, as fábulas de Esopo faziam parte da tradição oral dos gregos, por isso não foram escritas pelo seu suposto autor. Mais de duzentos anos depois da suposta morte de Esopo é que as fábulas foram reunidas e escritas.
O escritor russo Liev Tolstói escreveu adaptações livres de algumas fábulas de Esopo.

Bem, qual a relação com o nome da revista? Vamos ler uma interessantíssima fábula, depois comentaremos sobre ela:

Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcundo, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou:
- Toma, Esopo. Aqui está este saco de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo.
Pouco depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso:
- Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por qu escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?
O escravo, de olhos baixos, explicou sua escolha:
- O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades; graças à língua é que podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eternos os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos "mãe" e querida e "DEUS". Com a língua dizemos "sim". Com a língua dizemos "eu te amo". O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?
O mercador levantou-se, entusiasmado:
- Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver tua sabedoria.
Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso:
- Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior...
O mercador descobriu o prato e ficou indignado:
- O que? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres ser açoitado?
Esopo baixou os olhos e respondeu:
- A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua, dizemos "morre" e "canalha" e "demônio". Com a língua dizemos "eu te odeio"! Aí está senhor, porque a língua é a melhor e a pior de todas as coisas!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

SONHOS DE DEUS

Sonhos

Sonhos... que palavra linda, encantadora, São os sonhos que nos induz a percorrer caminhos desérticos. Ora nos anima com os oásis que sorrateiramente lá nos é preparado; ora nos faz cair sem vida, sôfregos, com os lábios ressequidos e a pele tostada pela intrépida ação do amigo sol.
Sonhos... são como o horizonte, já dizia o poeta: quando damos um passo em sua direção, ele se distancia dois. E para quê sonhar? Para nos manter vivos. Para nos manter dependentes do Altíssimo. Para termos desejo em ajoelhar e clamar ao Pai, e dizer que embora não sejamos merecedores, desejamos que mereçamos a dádiva de vê-lo se realizando.
Eu sonho... Sonho em ver toda a minha família aos pés do Senhor;
Sonho em poder cooperar na obra do Deus altíssimo;
Sonho em ser usada por Deus;
Sonho em quando chegar a minha hora de ir para os braços do Pai, (eufemismo é sempre bom, rsrrssrsr) eu esteja em Tua presença.
Sonho em ter a oportunidade de fazer a diferença no meu trabalho, quando muitos nunca se deram conta dela.
Senhor, meus sonhos não são maiores que a Tua vontade. Sempre temi a este versículo: “ Que seja feita a tua vontade”. Quero senhor, viver de acordo com a Tua vontade.
Que meus SONHOS sejam os Sonhos do Senhor. Só assim eu não temerei em vivê-los.
Senhor, dá-me a conhecer a Tua vontade,que o Teu Sonho se cumpra em minha vida.

Quem tem medo de morrer não vê Deus

Quem tem medo de morrer não vê Deus

Gosto muito de uma expressão que minha velha e sábia mãe diz: quem tem medo de morrer não vê Deus. É curioso como nos atentamos aos ditados ou expressões que os " antigos" proferem, vemos um riquíssimo leque de aforismos instigar a mais elevada das reflexões humanas, é claro, quando nos permitimos .
Quem nunca ouviu essa: " formiga quando quer se perder cria asas" ou sobre a efemeridade do tempo: " Ai se eu pudesse. Ai se eu soubesse"... E por aí vai.
Um tempo atrás um aluno que é também amigo, me questionou sobre os projetos que muitas vezes me embarco e que me causam tanto sofrimento. Não respondi.
Agora esse mesmo aluno passou pela mesma experiência que um dia me questionou. Tendo um projeto sob sua tutela, ele por muitos momentos deve ter se arrependido, porque o vi passar por muitas adversidades . Seu projeto fluiu, e por bênção de Deus, um sucesso! O idealizador não se conteve, derramou em lágrimas, cena que a propósito conheço muito bem... e como é bom!!!
O flagrante das lágrimas era a resposta que não dei no momento oportuno, mas que ainda latejava em mim.
"Quem tem medo de morrer não vê Deus", com essa expressão minha mãe me ensinou que embora a vida se pareça um tanto difícil; embora os obstáculos pareçam intransponíveis; embora a dor dos desafios pareçam ser tão profunda, a recompensa tem o poder de cicatrizar, curar. O bálsamo do viver é a alegria de vermos o nosso projeto, que nos tirou o sono, nos privou daquilo que nos trazia contentamento, ser concluído com sucesso!
Quantas pessoas se recolhem dentro de si, para não serem magoadas? E quantas nunca aceitam desafios porque temem a derrota? Tenho pena desses... embora possam se proteger eles jamais saberão o que é desfrutar de um momento que é o resultado de seu trabalho, sua abnegação, seu esforço. Embora possam se poupar de se parecerem ridículos ou quem sabe até loucos, jamais saberão que com sua ousadia, crença e obstinação, marcara a vida daqueles que confiaram em você.
Agora posso te responder: me embarco nesses projetos porque é imensurável o sentimento de missão cumprida. E que a minha participação fez a diferença!!!

Abraços a todos!!!!
Até o próximo artigo!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011


DIA DO AMIGO

“Há muito se diz que quem encontrou um amigo encontrou um tesouro precioso”. São essas as primeiras palavras que dá início a uma das mais belas orações que li. Gabriel Chalita captara de maneira tão singela e tão profunda o tema que hoje me atento a discorrer. Prazeroso, mas dificultoso, uma vez que nos tempos hodiernos é inadmissível a aceitação de amizades sinceras, sem interesses, sem “segundas intenções.”
Como não posso ficar no meu simples:“ eu penso”, “eu acho”, ou num infundável: ”na minha opinião”; recorro-me a personagens que marcaram a história da literatura secular e sacra.
Revisitemos as mais belas histórias de amizade. Pra começar, falemos da obra de um afegão, Kalled Houseini , O Caçador de Pipas.  Composto por cenas simples que focam a infância de Amir e Hassan, como forma de ostentar sentimentos como ingenuidade e fidelidade tidas como extintas em nossa sociedade excêntrica, as primeiras páginas nos encantam com a personagem Hassan, pela sua fidelidade excepcional. É um arquétipo de relacionamento criado por uma sociedade desigual: um garoto rico, não popular, amigo de um outro, pobre, que passa por frequentes provas de fidelidade.
         O lance da obra é apresentar uma amizade inabalável, uma fidelidade imaculada, ainda que escancare as deficiências da reciprocidade. Amir só consegue ser recíproco a essa amizade, quando ele fora capaz de caçar a si mesmo. Quando ele se reconhece como fraco, covarde e desleal. Ao tentar “ unir as duas pontas de sua vida” ele se torna o Caçador de pipas, uma simbologia à humildade e redenção.
         “Há muito se diz que amizade verdadeira dura para sempre. Não tem aquelas tempestades da paixão nem a calmaria exagerada do descompromisso. É o meio termo. É a bonita sensação do estar perto e, de repente, poder se calar. Não exige tanto. Exige tudo.”
Nesse fragmento da oração, lancemo-nos ao mundo surreal da inesquecível obra de Saint Exupery. No livro, a raposa ensina ao Pequeno Príncipe a importante lição de que as coisas só ganham sentido quando se conhece a amizade. O Pequeno Príncipe compreende que apesar de o mundo ter milhares de rosas, a rosa de seu planeta era única, pois somente ela era mantenedora de seu amor, de seu afeto. A amizade é assim, exige tudo!
                      O processo de individuação cai por terra nessa obra, uma vez que aquele garoto, apesar de sua tenra idade compreende que para se tornar um ser, um  individuo, só é possível quando existe o outro. Não é possível ser único, se não for para alguém.
Em uma das lições da raposa, ela diz: “o essencial é invisível aos olhos”. A individualidade se faz nas pequenas coisas, nos detalhes que muitas vezes são esquecidos. É através do afeto direcionado à pessoa que faz com que ela se torne diferente das demais pessoas. Um jeito de sorrir, um pequeno defeito, ou mesmo uma mania.
Ainda nessa obra, o  Pequeno Príncipe divaga, “o que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algum lugar”.
Quando ganhamos um presente, ele carrega o sorriso de quem o deu, a expectativa no desembrulhar nos remete a tantos pensamentos... É triste vermos o mundo se lograr com os embrulhos. Os atraentes, os coloridos, os alegres , os... Mais lamentável é ainda a decepção de quando eles são abertos. Haverá mil pacotes coloridos, sedutores, mas haverá poucos que terão realmente um conteúdo significativo, marcante. Assim são as possíveis amizades que ao longo de nossa vida somos envolvidos.
Por que será que quando vemos alguém pensamos: puxa, como fui amigo dele e hoje nem nos falamos mais?  
O que torna a vida menos dramática são os verdadeiros amigos que encontramos neste deserto que vivemos. A miopia sentimental nos confunde por vezes, e  somos levados a uma cegueira total, em que só após uma grande decepção é que somos capazes de enxergar além dos possíveis olhares a que somos lançados em tempos de encantamento.

Chalita prossegue: “Talvez a amizade maior seja aquela em que um amigo é capaz de estar ao lado do outro nos momentos de glória e vibrar com essa glória; não ter inveja, não querer destruir o troféu conquistado. Aplaudir e se fazer presente, ser presente.”
Aqui, debruçaremos nas Sagradas escrituras, uma das mais belas lições de AMIZADE, encontramos a amizade entre Jônatas e Davi que era uma aliança de amor, um exemplo  que tem muito a nos ensinar sobre o real significado e importância da amizade verdadeira.
Em I Sm. 18.1 diz: ”Sucedeu que, acabando Davi de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.” Esta passagem nos mostra que uma amizade verdadeira é estabelecida por um vínculo muito forte, o vínculo do amor  fraternal.                        
                              A amizade que nasceu no coração de Jônatas e Davi era algo tão profundo que levou Jônatas a arriscar-se em favor de seu amigo. Davi também correu riscos em virtude de sua amizade com Jônatas, ao acolher um descendente do rei Saul, o filho de Jônatas, Mefibosete, em seu palácio.
O como detectaremos os nossos verdadeiros amigos?
                       Amigo é aquele com quem podemos ser nós mesmos. Ser nós mesmos implica uma apresentação sem reservas e espontânea de si mesmo, sem o autocontrole exigido pelas regras da polidez. Li certa vez que amigo é aquele com quem se pode pensar alto.
                       Amizade em nossos dias, em muitos casos, significa se aproximar de alguém que pode oferecer algo. Quando não tem mais o que oferecer deixa de ser amigo e aquele que até então não era amigo mas agora tem algo a oferecer, passa a ser o amigo da vez. Salomão fala sobre isso de modo claro em pelo menos duas passagens de Provérbios: Pv. 19.4, 6“As riquezas multiplicam os amigos; mas, ao pobre, o seu próprio amigo o deixa... Ao generoso, muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes”.
                    Que tipo de amigo você tem sido e que tipo de amigos você tem ao seu redor?
O fiel, como Hassan fora para Amim? O insubstituível como a rosa fora para o principezinho? Ou o Leal, como Davi fora para com Jônatas?
                 Que Deus faça de nós, amigos de verdade e assim também nos dê amigos com quem tenhamos uma real aliança de amor fraternal.
Finalizemos com as palavras de CHALITA:

Senhor, eu sei que a regra de ouro da amizade consiste em não fazer ao amigo aquilo que eu não gostaria que ele fizesse a mim. E eu Te peço que eu seja fiel a essa intenção. Que eu tenha poucos amigos, mas amigos que permaneçam para sempre. Não poderia ter muitos; não teria tempo para cuidar de todos, e de amigo a gente cuida, acolhe, ama.

Senhor, proteja os meus amigos. Que nessa linda jornada consigamos conviver em harmonia. Que nesse lindo espetáculo possamos subir juntos ao palco. Sem protagonista. Ou melhor, que todos sejam protagonistas e que todos percebam a importância de estar ali. No palco. Na vida.

Obrigada, Senhor, pelo dom de viver e conviver. Obrigada, Senhor, pelo dom de sentir e manifestar o meu sentimento. Obrigada, Senhor, pela capacidade de amar, que é abundante e sem fim.

Amém.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Herança de DEUS


Herança de DEUS

Chega um dia que a bofetada da realidade nos tira do estado cataléptico maternal e nos joga na cara: cresci mãe! E você não pode fazer nada... O coração aperta, o desejo de dizer mil NÃOS invade seu peito e em meio a esse avalanche de emoções, a dona da razão chega e impera, “ as rédeas são deles, deixe-os viver!”
Filhos melhor não tê-los” disse o poetinha. Acreditaria nisso, se ela não tivesse me libertado e desvelado a VERDADE com a máxima para minha vida:                  “ Filhos são herança de DEUS.”
Sendo Nosso PAI, Ele não nos daria aquilo que não fosse bom, não fosse dádiva, não fosse bênção. Mas o usurpador de nossa alegria vem de forma eclética nos tirar A BÊNÇÃO. É nessa hora que devemos estar firmes na rocha, compreender que faz parte da viagem de toda  tripulação- ventos fortes, trovoadas relâmpagos, tempestades...
Aquele que até os ventos lhe obedecem, quando está no barco, não há o que temer. É claro, por sermos apenas navegantes de mares dantes navegados, somos levados ao desespero de acordá-Lo.
Ele, quem sabe, ri do nosso pavor e nos mostra que o Gigante Adamastor tem o tamanho que queremos, assim como a nossa FÉ. 
Resta-nos apenas dizer: Seja feita a tua vontade. Mesmo com o coração tão temeroso, temos que confiar, temos que ter FÉ. Que Deus abençoe as minhas bênçãos. Que eu saiba ser grata  a ELE por elas.

Senhor, cuide de meus filhos!
Guarde-os da maldade humana. Proteja-os das ciladas de Satanás.
Dê-me um coração sábio para falar do Teu amor  para os meus filhos. Que eu possa ser uma boa mãe, aquela que presenteaste com esse filhos. Amém!!!