terça-feira, 22 de novembro de 2011

REFLEXOES SOBRE A PALAVRA


O Ser Humano é o único ser vivo no planeta Terra que utiliza a palavra como meio de comunicação intrapessoal (consigo mesmo) e interpessoal (com o outro). A palavra é um símbolo que expressa uma ideia, e está intrinsicamente relacionada com nossa mente.
A palavra, que é tão simples e natural, responsabiliza pela convivência humana.
As palavras, usadas de forma sábia, edificam relações, mas de forma imprudente, podem oprimir, entristecer, fazer morrer.
Num texto da escritora Lya Luft, entre outras coisas, afirma que a palavra faz parte da nossa essência: com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra, liquidamos negócios, amores.
Quantos pais amaldiçoam seus filhos com palavras: você não vale nada... você não deveria ter nascido... você não será nada na vida...
As palavras devem ser usados para a bendição . bendiz a sua casa, bendiz a sua família, bendiz a sua escola; bendiz seus amigos; bendiz a sua vida...
Tudo depende da escolha da palavra. Há um ditado popular que diz que a palavra é como uma flecha, uma vez lançada, nunca mais volta ao arco.
E se é a língua o órgão responsável pela fala, então, a fábula de ESOPO vem a calhar, já que uma pessoa pode, com uma única palavra trazer a morte ou deixar viver; condenar ou absolver; magoar ou alegrar; edificar ou destruir.
Portanto, a Revista Literária com esse nome vem nos sugerir, que temos o poder em nossas palavras, pois elas são a cristalização de nossos pensamentos.
Quando falamos ou escrevemos, utilizamos a palavra como matéria prima, ela deve ser a mais pura, a mais bonita, a mais bondosa, a mais justa.
Cerquemo-nos de boas palavras na construção do amanhã que chegou hoje cedo em nossa porta.
Um beijão a todos
Obs:
Caros alunos,
Estou amando ver vocês se amarrarem nas palavra!

sábado, 19 de novembro de 2011

A PALAVRA

A PALAVRA
Tenho passado horas em frente a um computador, nunca pensei que me entreteria tanto desse modo. Estou amando. Fico horas lendo, corrigindo, sugerindo textos dos meus alunos.
Sinto-me demasiadamente lisonjeada por ler em primeira mão textos belíssimos, que por hora não poderei divulgá-los, mas olhe, logo teremos o lançamento da Revista literária que se batizará de “A PALAVRA”.Por que desse ’título? Bem, vou ilustrar com uma história muito interessante. Você gosta de história, claro, pois se assim não fosse, qual o motivo de até então está lendo este blog?
Vamos lá! Gosta de fábulas, já ouviu falar em Esopo? Hora de conhecer:
Fabulista grego do século VI a.C.. O local de seu nascimento é incerto. Eventualmente morreu em Delfos. Na verdade, todos os dados referentes a Esopo são discutíveis e trata-se mais de um personagem lendário do que histórico.
A única certeza é que as fábulas a ele atribuídas foram reunidas pela primeira vez por Demétrio de Falero, em 325 a.C..
Esopo teria sido escravo, que foi libertado pelo seu dono, que ficou encantado com suas fábulas. Ao que tudo indica, viajou pelo mundo antigo e conheceu o Egito, a Babilónia e o Oriente. Concretamente, não há indícios seguros de que tenha escrito qualquer coisa.
Entretanto, foi-lhe atribuído um conjunto de pequenas histórias, de carácter moral e alegórico, cujos papéis principais eram desenvolvidos por animais. Na Atenas do século V a.C., essas fábulas eram conhecidas e apreciadas.
As fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal.
Assim como Homero, as fábulas de Esopo faziam parte da tradição oral dos gregos, por isso não foram escritas pelo seu suposto autor. Mais de duzentos anos depois da suposta morte de Esopo é que as fábulas foram reunidas e escritas.
O escritor russo Liev Tolstói escreveu adaptações livres de algumas fábulas de Esopo.

Bem, qual a relação com o nome da revista? Vamos ler uma interessantíssima fábula, depois comentaremos sobre ela:

Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcundo, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou:
- Toma, Esopo. Aqui está este saco de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo.
Pouco depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso:
- Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por qu escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?
O escravo, de olhos baixos, explicou sua escolha:
- O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades; graças à língua é que podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eternos os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos "mãe" e querida e "DEUS". Com a língua dizemos "sim". Com a língua dizemos "eu te amo". O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?
O mercador levantou-se, entusiasmado:
- Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver tua sabedoria.
Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso:
- Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior...
O mercador descobriu o prato e ficou indignado:
- O que? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres ser açoitado?
Esopo baixou os olhos e respondeu:
- A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua, dizemos "morre" e "canalha" e "demônio". Com a língua dizemos "eu te odeio"! Aí está senhor, porque a língua é a melhor e a pior de todas as coisas!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

SONHOS DE DEUS

Sonhos

Sonhos... que palavra linda, encantadora, São os sonhos que nos induz a percorrer caminhos desérticos. Ora nos anima com os oásis que sorrateiramente lá nos é preparado; ora nos faz cair sem vida, sôfregos, com os lábios ressequidos e a pele tostada pela intrépida ação do amigo sol.
Sonhos... são como o horizonte, já dizia o poeta: quando damos um passo em sua direção, ele se distancia dois. E para quê sonhar? Para nos manter vivos. Para nos manter dependentes do Altíssimo. Para termos desejo em ajoelhar e clamar ao Pai, e dizer que embora não sejamos merecedores, desejamos que mereçamos a dádiva de vê-lo se realizando.
Eu sonho... Sonho em ver toda a minha família aos pés do Senhor;
Sonho em poder cooperar na obra do Deus altíssimo;
Sonho em ser usada por Deus;
Sonho em quando chegar a minha hora de ir para os braços do Pai, (eufemismo é sempre bom, rsrrssrsr) eu esteja em Tua presença.
Sonho em ter a oportunidade de fazer a diferença no meu trabalho, quando muitos nunca se deram conta dela.
Senhor, meus sonhos não são maiores que a Tua vontade. Sempre temi a este versículo: “ Que seja feita a tua vontade”. Quero senhor, viver de acordo com a Tua vontade.
Que meus SONHOS sejam os Sonhos do Senhor. Só assim eu não temerei em vivê-los.
Senhor, dá-me a conhecer a Tua vontade,que o Teu Sonho se cumpra em minha vida.

Quem tem medo de morrer não vê Deus

Quem tem medo de morrer não vê Deus

Gosto muito de uma expressão que minha velha e sábia mãe diz: quem tem medo de morrer não vê Deus. É curioso como nos atentamos aos ditados ou expressões que os " antigos" proferem, vemos um riquíssimo leque de aforismos instigar a mais elevada das reflexões humanas, é claro, quando nos permitimos .
Quem nunca ouviu essa: " formiga quando quer se perder cria asas" ou sobre a efemeridade do tempo: " Ai se eu pudesse. Ai se eu soubesse"... E por aí vai.
Um tempo atrás um aluno que é também amigo, me questionou sobre os projetos que muitas vezes me embarco e que me causam tanto sofrimento. Não respondi.
Agora esse mesmo aluno passou pela mesma experiência que um dia me questionou. Tendo um projeto sob sua tutela, ele por muitos momentos deve ter se arrependido, porque o vi passar por muitas adversidades . Seu projeto fluiu, e por bênção de Deus, um sucesso! O idealizador não se conteve, derramou em lágrimas, cena que a propósito conheço muito bem... e como é bom!!!
O flagrante das lágrimas era a resposta que não dei no momento oportuno, mas que ainda latejava em mim.
"Quem tem medo de morrer não vê Deus", com essa expressão minha mãe me ensinou que embora a vida se pareça um tanto difícil; embora os obstáculos pareçam intransponíveis; embora a dor dos desafios pareçam ser tão profunda, a recompensa tem o poder de cicatrizar, curar. O bálsamo do viver é a alegria de vermos o nosso projeto, que nos tirou o sono, nos privou daquilo que nos trazia contentamento, ser concluído com sucesso!
Quantas pessoas se recolhem dentro de si, para não serem magoadas? E quantas nunca aceitam desafios porque temem a derrota? Tenho pena desses... embora possam se proteger eles jamais saberão o que é desfrutar de um momento que é o resultado de seu trabalho, sua abnegação, seu esforço. Embora possam se poupar de se parecerem ridículos ou quem sabe até loucos, jamais saberão que com sua ousadia, crença e obstinação, marcara a vida daqueles que confiaram em você.
Agora posso te responder: me embarco nesses projetos porque é imensurável o sentimento de missão cumprida. E que a minha participação fez a diferença!!!

Abraços a todos!!!!
Até o próximo artigo!!!